Assim começou o dia: frio.
E assim ela se sentia: quente.
O contraste das duas temperaturas era suficiente para eletrizar qualquer um que se colocasse em seu caminho. Não haveria motivo para que a tristeza a abatesse. “Cada dia, um novo dia” pensou complementando a frase do desenho, o famoso “continue a nadar”. Pois bem, “nadar é a solução”, não é mesmo?!
O dia estava frio, buscou o café quente. Sorvia o líquido pensando nas milhares de reuniões que teria ao longo do dia. Discutiria assuntos diferentes, com pessoas diferentes... Seriam todos realmente necessários?! Não sabia... E também não dava a importância. Afinal, o que é mais necessário do que ser feliz?!
Deu de ombros, a filosofia barata do café da manhã não a levaria a lugar algum. Sem contar que estava atrasada – como de costume. O fato é que também já dera de ombros para briga contínua com o relógio.
Saiu de casa e sentiu os fracos raios de sol em seu rosto. Caminhava com os olhos fechados. Sol disputava com o vento frio quem acariciaria a sua face... Paz.
A tranquilidade era um reflexo do foco, era um reflexo da natureza entrando em contato com a sua própria natureza.
E lá se foi ela encarar o transporte público por mais uma semana...

E o glamour do post acaba no busao...rsrsrs. Bjs e fik com Deus.
ResponderExcluirque legal o post. contrastes. rascunhos. palavras que no cotidiano travam brigas de espaço-tempo. palavras que na condição de rascunho acariciam o corpo do tempo. desfrutando assim, o que a felicidade nos faz. viver intensamente. são úteis as reuniãos? sabe-se lá. só sabemos que temos que ir. e pronto.
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