"Time waits for no one, and he won't wait for me"
(The Rolling Stones)
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| A Persistência da Memória (1931) - de Salvador Dalí |
Esta semana tem sido extremamente puxada pra mim. Não digo isto apenas pela volta às aulas - que de fato começaram tanto para a Fê que é professora quanto para a Fê que é aluna -, digo isso, porque ao longo dos últimos sete dias (?) eu tenho pensado muito no que quero para a minha vida. Muitas conversas surgiram no meio do caminho sobre isso, muitas opiniões distintas (que me deixaram a princípio confusa, mas que me fizeram entender o que eu quero). Decidi que é hora de pôr os
dois pés no chão e de seguir em frente. Como
disse anteriormente, cansei do mimimi, dos dramas, dos sonhos,
do romantismo e das idealizações. Não que eu tenha descartado isso tudo completamente da minha vida, apenas decidi... Como posso dizer?! Digamos que eu decidi "apreciar com moderação".
Conversando com um professor sobre o meu velho problema de como encontrar alguém e viver feliz, ele me disse que nós (minha amiga e eu)
temos que ter critérios. Acho que ele está certo. A questão é:
buscamos alguém, mas quem?! Se tivermos critérios, a busca fica muito mais focada. Outra coisa que me chamou a atenção - tanto na conversa com o professor, quanto na
conversa que tive com uma amiga da minha sala - é o fato de ter surgido a colocação de
se viver um ponto crucial, um divisor de águas, um momento em que pensamos:
O que realmente eu quero para mim?! E novamente vem à tona a questão de ter critérios para se chegar a um objetivo.
Por sua vez, a construção desses critérios também me leva a pensar em outro ponto - talvez o mais importante deles - que responde justamente às questões: Quais são os meus objetivos?! O que eu quero para mim?! Aonde quero chegar?! E, principalmente, como / com quem quero estar quando esses objetivos forem atingidos?!
Ao longo da minha vida profissional, sempre trabalhei com planejamento estratégico. Acho que agora estou em um ponto em que devo traçar um planejamento estratégico para a minha vida.
Quero me formar. Vou ralar de estudar. Serei uma profissional exemplar. Trabalharei para ser uma exelente professora. Farei aquilo que está ao meu alcance da melhor maneira possível. Encontrar
alguém está na meta, mas não está na categoria "caso de vida ou morte". Não que eu não queira encontrar alguém, eu quero. Mas decidi focar nas coisas que
eu posso fazer por mim mesma. É dificil planejar algo, focar em alguma coisa, atingir um objetivo, quando se depende de outrem que você desconhece e nem sabe ao certo quando surgirá (e, o que é pior,
se surgirá). Encontrar alguém está na meta; todavia, não é o principal objetivo. Não quero mais o primeiro que me surgir. E isso não tem nada a ver com ser chata e buscar o "príncipe encantado" - que não existiu, nem nunca existirá. Não querer o primeiro que me surgir significa
ter critérios e ser fiel a eles. Todo mundo tem um perfil que combina consigo, então, apenas decidi encarar os fatos: aceitar qualquer um e não alguém que tenha um perfil que se ajuste ao meu não dá certo, é sinônimo de sofrimento.
Os últimos dias estão me servindo para fazer um grande reajuste psicológico. Estou colocando a minha vida nos trilhos, nos eixos. Tenho repensado em como eu sou como profissional, estudante, amiga, irmã, filha... e tenho pensado como as pessoas são comigo também.
Tenho revisto o conceito de amizade. Sei que muitas das pessoas que se diziam minhas amigas me veem hoje como uma pessoa muito mais "nerd", "velha", "amarga", "cética", "séria", "chata", "fria" ou qualquer outro adjetivo que vá nesta linha. Para elas, apertei aquela bela tecla do "
F3pontinhos" e o fiz sem dor na consciência; porque, quando estava sofrendo, elas não estavam nem aí para o que eu estava sentindo. Por outro lado, hoje sei com quem posso contar. Como diz a Mila (minha amiga-irmã), "
nessas horas a gente vê quem está do nosso lado. Se quiser vir comigo, estamos juntos. Se não, paciência".
Cresci muito nos últimos dias. Amarguei com os atos das pessoas que me magoaram. Como diz a Evelyn (minha amiga
de infância), "
a gente precisa crescer, só que crescer dói... Às vezes dói muito". Estou crescendo e admito que está doendo; todavia, sei que daqui algum tempo estarei orgulhosa de mim mesma. Estarei orgulhosa por ter atingido os meus objetivos e ter conseguido me manter firme com os meus conceitos, por ter quebrado os meus próprios paradigmas. Sei que nem sempre obedecer ao velho e teimoso coração é fácil, e que a vida nos prega peças, entretanto, estou me preparando para o que vier...
O Tempo não vai esperar por mim....