segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma vida em um dia

Eu, Anelize, Evelyn e Carol
Pode parecer frase feita, mas, naquele momento, minha vida passou diante de meus olhos numa fração de segundos. Vi a primeira declaração dita de forma firme, quando tinha de cinco para seis anos de idade. Vi meus orientadores que deixaram marcas para uma vida inteira. Vi os amigos que caminharam comigo. Vi os que me amam e tanto torceram por mim. Tudo estava ali, representado naquele pedaço de papel de tamanho de uma folha de sulfite em que uma inscrição dizia que o reitor da universidade “confere o título de Bacharel em Letras” a esta pobre autora que redige este texto agora.

Nem as horas de ansiedade, nem a correria para encontrar uma roupa descente de última hora, estragaram aquela quarta-feira calorosa de verão. Acho que o povo das Letras nunca se sentiu tão feliz por se encontrar. Num lugar lindo, vestir aquela beca preta com aquela faixa roxa (e se sentir indo para Hogwarts), ver os nossos mestres... Sentir felicidade!

Realizar um sonho de uma vida inteira não tem preço. Estar com a família e os amigos não tem preço (ainda mais quando os amigos de longa data também estão realizando esse sonho junto com você). Ter um dos professores que você mais admira lhe entregando o canudo e dizendo: “Fernandinha, Fernandinha, que bom ter você aqui. Daqui a algum tempo você estará no meu lugar” me deixou extasiada e completamente honrada!!!

É por tudo isso que eu quero agradecer a todos: minha família, meus padrinhos, meus melhores amigos, meus professores (que desde a pré-escola até a universidade me guiaram e me inspiraram). Se hoje eu sou graduada, esta conquista definitivamente não é só minha. Obrigada por tudo! Amo vocês!

♫ I wanna have it all, happiness and love all around... ♪

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reflexões da madrugada


Acordei naquele dia com a missão de ouvir as estrelas. Enquanto todos repousavam nos braços de Morfeu, caminhava nas ruas pensando no destino. Quantas pessoas entraram e saíram de minha vida e nesse vai e vem deixaram sua marca? Incontáveis! Mas o que importa são as marcas que ficaram: cada lembrança, cada aprendizado... 

Vejo as estrelas cintilarem e penso que aquela luz demorou anos para me alcançar. Anos de distância e de velocidade intensa, imensa. Penso na distância que me separa daqueles que amo. Qual é a razão que faz o destino nos aproximar e nos afastar de quem amamos? Capricho? Talvez. Começo a cantarolar uma canção e me ouço perguntando: “where can we go from here?” e essa se torna um bom questionamento. Para onde vamos não sei ao certo, mas tenho certeza que carrego um pouquinho desse “nós” em mim.

Algumas pessoas entraram em minha vida como o sol invade uma manhã de verão: depois de uma madrugada fria, silenciosa e sem graça, elas aparecem de mansinho e, com sua luz, trazem alegria, reflexão, crescimento. Com esse tipo de amizade, eu aprendo a ser mais generosa, a ter mais esperança, a ser mais eu mesma. Entendo um pouco mais sobre relações e ter mais confiança nelas... Entendo como respeitar as diferenças e a dar asas para a minha imaginação... Amizades que iluminam a nossa madrugada nos fazem perceber a vida com outro olhar, tornam a nossa visão de mundo mais pura, tão pura quanto uma criança perante o milagre do Natal...

Caminho sentindo o ar da madrugada no meu rosto, enquanto cantarolo e reflito minha vida. Amizades solares são generosas e talvez seja este o capricho do Destino. Temos que ser generosos o suficiente para sabermos a hora de deixar que nossos sóis iluminem outros céus. Despedidas são sempre difíceis, mas temos que ponderar o que é melhor para quem se despede... Por vezes, despedidas são necessárias e, se o amigo for mesmo a luz da aurora, ele não deixará voltarmos a ser madrugada novamente.