quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Montanha russa

I don't wanna be without you, babe
I don't want a broken heart...
(Beyoncé)




Minha vida é uma montanha russa em que os sentimentos se fundem e se confundem, causando o frio na barriga das coisas boas, a queda do inesperado, o suspense da próxima curva, a mesmice das retas... Queria saber o que encontrarei no percurso que não está em meu poder. Não sou eu quem conduz o carrinho que comanda o meu coração. Não tenho mais poder de decidir. Entrei no brinquedo, sentei em meu lugar, apertei os cintos, sabia as regras do jogo... agora sigo sem destino, esperando que o caminho tomado seja o mais feliz – ou, ao menos, o mais acertado. Desejo felicidade, corro riscos. Anseio chegar inteira no fim do percurso.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ensinamentos de J.K. Rowling

Daniel Radcliffe, J.K. Rowling, Emma Watson e Rupert Grint - Getty Images
Muito se escreveu nos últimos tempos sobre a série Harry Potter, de J.K. Rowling. Os artigos que tive contato, motivados principalmente pelo final da saga nas telonas, eram oriundos de diferentes tipos de autores: críticos literários e cinematográficos, jornalistas, escritores, e/ou blogueiros que escreveram despretensiosamente sobre a forma como se relacionavam com a história do menino bruxo. 

De todos os relatos que tive contato, entretanto, algo de peculiar me chamou a atenção: todos os autores destacaram, de uma forma ou de outra, os ensinamentos que a escritora deixou ao longo de cada aventura de Harry, Rony e Hermione. Para alguns, os pontos de maior distinção devem-se ao valor dado a amizade e a lealdade vista até o fim da última história, não só entre Potter, Wesley e Granger, mas também entre os outros personagens descritos (como se vê em Hagrid com Dumbledore). Paralelo a isso, a outra porção dos textos por mim lido, realçava como maior ensinamento a velha máxima de que “o amor sempre vence”. É notável que os protagonistas dos livros de Rowling tenham valores éticos impecáveis e que jamais se deixariam corromper, tendo como consequência, esta “vitória” a que essa máxima se refere. 

Falo tudo isso porque, no entanto, estes não foram os maiores ensinamentos que J.K. Rowling me deu. A cada artigo que lia, a cada palavra, uma reflexão martelava a minha cabeça sobre cada intersecção que a série fez – e ainda faz – com a minha vida. Ainda que eu ache perfeito e tente cultivar os sentimentos de lealdade e valorização das minhas amizades, ainda que este mundo louco tente me provar “por A+B” que tudo se corrompe e eu lute ferozmente contra essa ideia, estas não foram as maiores lições que Harry Potter deixou em mim. 

Mas o que aprendi então?! 
Meu primeiro contato com Harry Potter e a Pedra Filosofal – primeiro livro da série – foi durante o início de minha adolescência e, desde aquela época, a característica que mais me atrai àquela história é a coragem. Isso perdurou até o fim, perpassando pelos filmes, pelas entrevista ou qualquer coisa relacionada ao tema. A coragem que Harry apresenta desde o começo e que choca as demais personagens todas às vezes que ele chama Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, por seu verdadeiro nome, (Lord) Voldemort. Creio que esta é, sem dúvida, uma das lições que muitas pessoas deveriam aprender: enfrentar os problemas de frente é algo que muitas vezes difícil e doloroso; por outro lado, se feito de frente, tem um efeito muito mais digno. Para que ficar protelando quando se sabe que teremos que enfrentar os desafios do dia a dia?! Harry Potter me ensinou que tudo fale a pena se enfrentamos a vida, não só quando ela nos traz boas surpresas, mas também, quando ela nos traz as coisas ruins. Ensinou-me mais ainda que aquilo que acreditamos/consideramos coisas ruins sempre nos possibilita aprendizado. 

É por tudo isso que só tenho a agradecer a J.K. Rowling, por um dos maiores aprendizados que carrego comigo: quando a vida parece Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, reflito, respiro fundo e duelo com Lord Voldemort.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Relação Educador-Educando e o ensino

"Se, na experiência de minha formação, que deve ser permanete, começo por aceitar que o formador é o sujeito em relação a quem me considero objeto, que ele é o sujeito que me forma e eu, objeto por ele formado, me considero como um paciente que recebe os conhecimentos-conteúdos-acumulados pelo sujeito que sabe e que são a mim transferidos. Nesta forma de compreender e de viver o processo formador, eu, objeto agora, terei a possibilidade, amanhã, de me tornar o falso sujeito da "formação" do futuro objeto do meu ato formador. É preciso que, pelo contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferenters entre si, quem forma, se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado. É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos nem forma é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os comotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém". (Paulo Freire)

Minha chefe costuma dizer que sou Freiriana demais. Talvez (muito provável), ela pense que o que defendo seja uma utopia... Mas, como educadora que sou, ser em pensante e em formação permanente, não vejo nenhuma possibilidade de deixar de acreditar nas palavras acima.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Filosofia do bar da esquina.

Ao voltar para casa todos os dias, passo em frente a um bar. Hoje, entretanto, a fala de um de seus frequentadores me chamou a atenção. Dizia ele:

- Estria é bonita, celulite é bonita, sarda é bonito, até joanete de mulher é bonita... Elas tentam esconder, mas é tudo bonito!

Ao ouvir isso, fiquei pensando na potencia do efeito do álcool...

Fragmento sentimental

And you give yourself away 
And you give yourself away 
And you give, and you give 
And you give yourself away. 
(U2


Fiquei pensando em várias coisas para escrever aqui... Em várias coisas que queria dizer. É incrível como as palavras fogem quando o assunto é “sentimento para/sobre alguém especial”... Elas correm, levadas como são, e eu corro atrás delas, na tentativa de transformar esta folha em branco em um texto. Será que consigo? 

É engraçado como as coisas são. Minha vida sempre foi aquela calmaria toda, nada de novo no front. Então, tudo muda. Parece que as pessoas conspiram, desejando a minha felicidade. Elas veem como sou feliz ao redor de quem amo e desejam que este amor se transforme em realidade... 

Mas e eu? E esse “quem amo” que tanto digo? Bem, a gente se ama. Isso é um fato tão claro para nós dois como água. Por outro lado, as coisas não são tão simples como parecem – ou como todo mundo ao nosso redor queria que fosse! Hehehe. Muitas coisas mudaram em nossas vidas e eu acho que nenhum de nós conseguiu se adaptar a estas mudanças. Algumas delas trouxeram uma dor descomunal e, quem gosta de lidar com a dor? Esta nunca foi uma tarefa fácil... 

Hoje eu estou em paz. Uma paz que me faz refletir sobre o melhor caminho a seguir, que me faz querer estar junto independentemente do que aconteça (ainda que, como diz a Sue, “o abutre roedor do ciúmes” me ataque de vez em quanto). É claro que nem sempre foi assim: já tive os meus momentos de raiva, de revolta, de tristeza, de egoísmo. Mas tenho consciência de que nem sempre a gente faz as coisas porque quer. Sabe lá Deus o porquê, mas não é sempre que coração sabe o que faz, ainda que o cérebro nos martirize por isso (aquela coisa de “por que eu gosto justamente de quem não me dá valor” se aplica aqui – e não, não falo dos meus sentimentos agora). 

E por que eu estou falando sobre tudo isso? Porque eu vejo que as pessoas ao nosso redor nos veem e se perguntam exatamente isso, afinal, na cabeça de todos, tudo é tão simples... Mas é justamente por saber que as coisas não são simples que eu fico em paz. Fico em paz porque sei que o que eu recebo hoje é o que deve ser me dado. Fico em paz porque não quero me importar com o que vai acontecer. Fico em paz porque, mais do que tudo, quero para esse “quem amo” apenas uma coisa: FELICIDADE. 

Eu acho que não deveria ter escrito isso aqui. De fato, não sei nem porque me enveredei sobre este tema... Talvez, porque, como tudo o que escrevo, este texto – ainda que composto por palavras fujonas – estivesse pronto para sair de mim e chegar até você. Seja quem for este você.

domingo, 7 de agosto de 2011

Selinho: este blog inspira-me

Oi , oi! 

Fim de férias e muitas coisas boas acontecendo na minha vida. Uma delas é o reconhecimento de tantas postagem aqui no blog! Ganhei da Nana o selinho Este blog inspira-me, então vamos às regras:

1º - Postar o link de quem te indicou o selo: clique aqui para conhecer o blog da Nana.

2º - Responder à pergunta: O que o seu blog significa pra você? Meu blog significa um espaço de liberdade em que eu posso ser eu mesma, sem quaisquer preocupações/restrições.

3º: Diga-me:
Uma Frase: “Life is Just”.
Um sonho: lecionar em uma escola.
Uma tristeza: nunca ter ido para fora do país.
Uma alegria: ter me formado.

4º: Indicar 5 blogs para receber o selo:

É isso! 
Beijos e queijos :*