domingo, 27 de novembro de 2011

Descobrindo o mundo


Sua vida é uma prosa calma, com uma leve pitada cinzenta de poesia. A dor, outrora visitante esporádica, agora mora consigo. O que fazer? Para onde ir?! Pergunta-se sem certeza de uma resposta concreta. Sair sem destino foi a única solução mais prática encontrada... Por que isso?! Porque andar por aí, ganhar o mundo, lhe afasta de todas as lembranças ruins.

Nessas andanças, encontram-se. A brisa refresca o calor escaldante e movimenta as escassas nuvens brancas no céu azul celeste. Sorriem. Os lábios cúmplices tentam esconder a angústia que ambos sentem... Para que contar o que se sente e espalhar mais dor?! Trocam poucas palavras, vocábulos fáticos, de quem tenta se encontrar ao se perder. Despedem-se.

Na volta para a casa, os problemas voltam à tona. Como? Quanto? Até quando?! Você quer voltar à calmaria do céu azul, da brisa e da vista daquele outrem de sorriso maroto que, você sabe – ainda que não queira admitir –, fez seu coração parar. 

E parou. Parou seus pensamentos. Aumentou o seu desejo. Aquele sorriso, simples, frágil e sutil, lhe deu a paz que você tanto procurava. Como pode?! Ao se perguntar isso, você encontra a única certeza: pode, podendo! Esse é o inexplicável poder do amor.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Porque te amo.

Às vezes queria poder fazer algo por você. Algo além das palavras de conforto, algo que provasse aquilo dito por meio das três palavrinhas mágicas (“eu te amo”). Queria poder estar sempre ao seu lado e poder te abraçar em TODOS os momentos. Quando digo todos, penso naqueles que vão além daqueles que estamos juntos. 

Queria ter poder resolver os seus problemas e te trazer felicidade. Sabe aquelas varinhas mágicas dos contos de fada?! Pois é, queria não ser a princesa, mas sim a fada madrinha detentora da varinha... Mudaria sua vida em todos os sentidos. Sei do quanto você é merecedor, então, lhe concederia mais do que os três desejos tradicionais... Faria da sua vida a perfeição... 

É uma pena que não possa fazer tudo o que sonho. De qualquer forma, quero que você saiba que te amo, te amo e te amo (assim, três vezes, para demonstrar a certeza de que te amo). Estou aqui sempre para você, mesmo que às vezes não consiga ser perfeita para você, te amo e não tenho - nem preciso - esconder isso. 

PS: Você me dá forças quando eu estou fraca. Queria muito conseguir retribuir isso. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Sabadão = demaaaaaaaaaais!

Na sexta-feira estive conversando com minha amiga, Karlinha, que ao falar de si mesma, me fez perceber inúmeras coisas. Sabe aquele papo de “sou linda-formada-inteligente-e-tenho-que-parar-de-sofrer-pelos-outros”? Pois é, conversávamos sobre isso. Porque sim, tanto ela quanto eu, somos lindas, formadas, inteligentes e temos que parar de sofrer pelos outros. 

Eu sei, você sabe, isso nem sempre é muito fácil. Ainda mais se você for como eu: que sempre pensa nos outros antes de pensar em si mesma. Eu tenho consciência de alguns dos meus defeitos: um deles é justamente ser dependente. Detesto fazer as coisas sozinha. Odeio isso, mas tenho consciência de que este é mais um aprendizado que preciso construir... 

Ontem, fazia um solzão gostoso aqui em São Paulo, e eu sabia que tinha duas opções: ficar em casa ou sair sozinha. Escolhi a segunda alternativa e o fiz feliz. Desde que assisti a uma entrevista do Rodrigo Santoro (veja o vídeo abaixo) queria assistir Meu País, por isso, não tive dúvidas do que faria. 

Sobre a película, devo dizer que não me arrependi da escolha. A trama é linda, de uma sensibilidade tamanha, que nos faz refletir sobre as nossas relações com as outras pessoas, nossas relações com o mundo. É uma daquelas histórias que guardarei no coração. 

Saí do cinema pensando em tudo o que havia visto... Mas não queria voltar para a casa. E quem disse que tinha que voltar? Resolvi que aproveitaria a proximidade do cinema com o centro cultural, e fui até a exposição da obra do artista plástico Nelson Leirner. Dei sorte, porque também tinha um desejo de ver esta exposição e descobri que este era o último fim de semana. 

Enfim, desta vez, sair sozinha foi menos doloroso do que da última vez. Acho que, no fim das contas, estou aprendendo a lidar com estes momentos solitários... Como diz a Karlinha: “demaaaaaaaaaaaaaaaais”! ;) 


Veja a entrevista do Rodrigo Santoro, sobre o filme Meu País: